ESTAMOS AINDA MUITO DISTANTES DE UMA PLENA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

É imprescindível conhecer e contornar esses desafios para incluir, de fato, alunos especiais

Antes de mais nada, vale ressaltar que o conceito de educação inclusiva é amplo e engloba, pelo menos, 3 grupos de alunos:

  • com deficiência;
  • com transtornos de desenvolvimento ou transtorno do espectro autista;
  • com altas habilidades ou superdotação.

É preciso ampliar a discussão e enxergar com profissionalismo, realismo, empatia e amor os obstáculos que os estudantes (e suas famílias) enfrentam na tentativa de acesso à educação que, de alguma forma, os qualifique para oportunidades distantes da exclusão – na vida e no mercado de trabalho.

Já se sabe que quem demanda atendimento especial se desenvolve melhor em contato com outros grupos e que a diversidade só ajuda no aprendizado. Os benefícios tendem a se espalhar pela escola e comunidade envolvida demonstrando que a educação inclusiva não é uma demanda individual, mas diz respeito a todos.

O preconceito, já de cara, atravanca e atrasa tudo. É a tal falta de empatia e a dificuldade de reconhecer uma pessoa diferente como um ser humano igual e digno de respeito. A segregação, muitas vezes, alimenta o bullying, que é grave e deve ser combatido.

Outra questão são as limitações da infraestrutura escolar que, muitas vezes, restringem a circulação dos estudantes pela falta de rampas, banheiros acessíveis e pisos diferenciados. E olha que nem estamos falando das ferramentas específicas necessárias ao ensino de fato.

Também precisamos falar do despreparo da comunidade escolar. A língua de sinais, por exemplo, é ensinada somente aos surdos e não aos demais, o que restringe a comunicação ao mesmo grupo. Quem gosta de conversar sem ser compreendido? Além dos estudantes, é raro alguém da equipe escolar (professores, funcionários, diretores) receber algum tipo de treinamento inclusivo.

Agora, procure no mercado profissionais especializados, e talvez não encontre. Os poucos que existem, geralmente, estão sobrecarregados e são pouco reconhecidos. A educação inclusiva só se torna realidade com o acompanhamento, constante ou diário, de profissionais qualificados. É ele que, muitas vezes, vai fazer ensinar e ser a ponte do aluno especial com o mundo ao redor, ajudando no desenvolvimento completo.

Fato é que, alunos especiais demandam atitudes e medidas igualmente especiais. É o mínimo para que se sintam acolhidos, aceitos e encontrem as condições para se desenvolver com dignidade em instituições regulares de ensino. Mais do que saber dos problemas para uma plena educação inclusiva, precisamos saber das soluções. E essa é uma tarefa minha, sua, nossa.

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