Justiça social ou exclusão moral? Vivemos uma distopia

A luta do povo pela justiça social
A luta do povo pela justiça social

Somos todos iguais? Temos os mesmos direitos?” Essas, são perguntas simples de serem respondidas.

Isso porque o princípio da equidade nos iguala em relação a nossos direitos e obrigações.

Mas também sabemos que, apesar de termos os mesmos direitos, esses direitos nem sempre conseguem abranger a todos de maneira igual. A falta de oportunidades, a discriminação e o preconceito que há séculos toma conta do Brasil, são os pilares da destruição eminente da nossa sociedade.

É fácil observar que, apesar de vivermos em um o Estado de Direito que protege a igualdade perante a lei, o mesmo Estado produz desigualdades entre os indivíduos, sejam elas econômicas, sociais e até mesmo a desigualdade moral.

As discriminações (gênero, orientação sexual, raça, etnia e outras) atreladas à falta de oportunidades são a tradução da alarmante realidade no Brasil, e, compõem um ciclo vicioso de exclusão social.

No próximo dia 20 de fevereiro comemoramos o Dia Mundial da Justiça social. A data retoma a importância da igualdade entre os povos, o respeito às diversidades culturais e a promoção do desenvolvimento social.

A reflexão também busca a erradicação da pobreza e da fome, assim como, a saúde e o bem-estar da população, a educação de qualidade, a igualdade de gênero e o acesso à Justiça.

Por que é tão importante compreendermos o que é justiça social no Brasil?

O Brasil é um dos países com a maior concentração da riqueza, no mundo. Onde os ricos ficam cada vez mais ricos e o povo cada vez mais esquecido.

Vivemos em um momento onde não existe um sistema de regulação econômica eficaz, onde a sindicalização se faz muito importante.

Pois é ela que garante grande parte da população ativa no mercado de trabalho, assegurando seus direitos e fazendo com que as instituições permitam que o sistema de trabalho funcione.

Isso, ainda, em prol de um sistema que ajude na distribuição e permissão de políticas sociais eficientes para o povo brasileiro.

Além das políticas sociais, as políticas de cunho equitativas também são uma forma de garantir a inclusão e inserção ao assegurarem o direito à igualdade e o direito à diferença por meio de ações afirmativas.

Mais do que nunca, é preciso repensar!

Repensar as reformas de regulamentação social, ou seja, as reformas trabalhistas que tanto ferem e mancham a história do brasileiro. Repensar também o sistema da representatividade que se perdeu nos últimos anos com o trabalho intermitente e com o trabalhador precário.

É evidente que, nos últimos anos, a representatividade e o conceito de categoria se perderam. Mas a vontade de realizarmos nossos sonhos e viver em um país melhor não irão se perder.

O LeftBank, assim como o povo brasileiro, tem em suas raízes a luta pela igualdade, pela liberdade e principalmente, independência financeira, onde não sejamos reféns daqueles que oprimem o trabalhador e a trabalhadora.

#VemSerLeft